História Wildest Dreams (2023)

Talvez estivesse se sentindo um pouco enjoada com a viagem? Possivelmente, uma vez que não esperasse balançar tanto em sua vida como estava a sacolejar dentro do navio da esposa. Ainda sim, agradecia pelos solenes momentos que estava tendo.

Já fazia um bom tempo em que estavam velejando e, até mesmo aprendera algumas artimanhas com a loira, que já havia comentado como parecia um legado deixado por seu marido: a arte da navegação. Catra era capaz de ler cartografia, usar bússolas com precisão e se guiar pelas estrelas, tinha noção de comando básicos por admirar tanto a loira no leme e também já era de seu conhecimento todos da tripulação, majoritariamente masculina, mas tementes à Adora como seriam a qualquer homem. Adora não toleraria insubordinação, ainda mais por ser uma mulher.

Estava agora em seus aposentos, ao qual era dividido com Adora, devido ao mal estar repentino. Olhava para as estrelas pela janela redonda e sentia-se nostálgica. Apesar do frio que fazia àquela hora, tinha uma memória quente a lhe acertar os sentidos. E foi assim que ouviu passos se aproximando rapidamente, já sabendo a quem pertenciam pelo costume em escutá-los.

- Oh, então está escondida aqui! - A loira com os cabelos amarrados em um rabo de cavalo baixo, uma larga camisa branca de mangas dobradas nos antebraços, abaixo de um colete azul de botões dourados e calça cinza justa, se aproximou - A procurei em todo o convés!

- Ah, boa noite, meu amor. - Disse desanimada, ainda que sorrisse - Não estou me sentindo bem.

- As vertigens novamente? - Segurando o rosto da mais baixa, analisou a face e os olhos bicolores com afinco, como uma verdadeira médica - Está um pouco letárgica. Comeu algo que a fez revirar o estômago ou coisa do tipo?

- Não. - Disse cansada - Estou apenas indisposta.

- Sente dor em algum lugar, Catherine?!

- Somente de cabeça. - Apontou - Tentei dormir um pouco, mas também não consegui. Então, estou vendo o céu. Está tão límpido esta noite…

- Irei preparar algum remédio para a senhora e… - Alisou a lateral do rosto da morena e sorriu atenciosa - Se quiser, podemos nos deitar e… Brincar um pouquinho…

- Adora! - Segurou um riso - Não estou em condições para isso, meu amor!

- Hey, não falo por mal! Conheci uma nobre uma vez… Ela tinha enxaquecas terríveis e tratava dessa forma. É efetivo pela quantidade de químicos que seu cérebro pode proporcionar a si quando… - Deslizou o dedo no lábio inferior macio da esposa - Sente alguns estímulos estratégicos.

- Você sempre tem um bom argumento. - Fechou os olhos, sentindo o carinho - Como refutar?

- Acho que isso é um sim. - Beijou a testa da mais nova - Irei preparar seu remédio. Já volto, amor meu.

E como prometido, a loira retornou com um arsenal de chás e outros compostos, explicando com calma o que cada um faria e, confiando totalmente em sua enciclopédia humana, a morena bebeu comportadamente todos os preparados. O gosto não era dos melhores, por isso, Adora também havia trago mel, adquirido na última vilazinha em que passaram, na Irlanda.

- Boa garota. - Parabenizou ao terminar tudo, deixando de lado na cômoda, os utensílios usados, sentando-se na beira da cama - Acredito que o que está lhe fazendo mal é o medo do mar.

- Eu já superei isso. - Retrucou - Bem, grande parte. É o movimento constante, talvez.

- Bem, estamos quase em nosso ponto de desembarque. Se os mares e os ventos cooperarem, não dura mais do que 3 dias para concluirmos nosso próximo destino.

A morena sorriu e ficou em silêncio, apenas sentindo-se melhor do que estava há alguns minutos. Analisava Adora a ver o céu pela janela, tão linda e em ótima forma. De fato, era difícil resistir a uma mulher como aquela, seja você homem ou mulher.

- O que está lembrando?

- Que o seu aniversário é amanhã. - Disse animada - Uma pena que hoje esteja indisposta.

- Sempre me lembro desse dia…

- Ora essa! É o seu aniversário! Claramente deveria ser um marco importante, Catra! - Segurou o riso - É um dia de celebração ao momento em que sua gloriosa mãe a botou no mundo, tão perfeita e graciosa…

- Deite-se comigo. Estou com frio. - Convidou inocentemente tranquila, com a mais velha sorrindo e se aproximando - Se não for mais fazer nada lá em cima.

- James cuidará disso até o dia amanhecer. Nada é mais importante nesse barco do que a minha mulher. - Falou firme, desamarrando o colarinho e desabotoando o colete normalmente - Precisa mais de mim que eles. Não quero que sinta-se sozinha de forma alguma aqui.

- Não estou.

- E isso é ótimo, mas não queremos despertar algum quadro de melancolia ou coisa do tipo, não é? E se os enjoos voltarem? Tenho que estar aqui para olhar por você.

- Como pode me amar tanto? Será que a mereço? - Admirada, a morena via a loira chegar às últimas peças, indo até o guarda-roupas, retirando sua camisola de dentro e voltando a vestindo, o rabo de cavalo já desgrenhado.

- Não sei, apenas amo. - Foi sincera, entrando abaixo das cobertas e se aninhando na morena que tomou um beijo - Desde os primeiros momentos que tivemos.

- Quando disse que amanhã era uma data especial, eu me referia a nossa formatura. - Revelou com a voz um pouco mais fraca que o normal.

- Ah. - Ergueu a sobrancelha, buscando o arquivo morto de sua mente, chegando onde a morena estava - Agora sim. - Sorriu iluminada - Uma das melhores noites de minha vida. E espero que tenha sido da sua também, Catra.

- Foi. - Confessou - Inesperada, todavia, muito bem vinda.

- Por muito tempo aquelas cenas rondaram a minha mente, se quer saber. - Segredou - Inclusive, quando papai descobriu sobre nós, enquanto tocava piano, podia ouvir o som da sua voz em minha cabeça, tão linda e excitante… Uh, quem diria.

- Sua devassa! - Brincou - Também me lembrei bem. Christine queria muito saber o motivo pelo qual eu estava fora a noite toda e, obviamente, não poderia dizer que estávamos juntas…

- Apesar de somente naquela noite termos nos entregado verdadeiramente ao que sentíamos, em minha mente, já a desejava fazia tempos. - Deslizava os dígitos pela clavícula exposta da mulher - Depois que começamos a nos beijar por diversão, a qual sabemos agora que não era apenas isso, eu passei a querer um pouco demais. Amava beijá-la, porém… Sempre vinha aquela voz ou sensação que me instigava a querer mais alguma coisa. Um desejo oculto na minha natureza mais primitiva.

- Por mais que não tivesse coragem, querida, eu também estava assim. Confesso que tinha medo de que nos pegassem, que desse algum problema do tipo. Não seríamos toleradas e todos diziam que era errado, mesmo não acreditando cem porcento nisso, pois nunca senti que estivesse errando ao sentir o que sentia por você.

- Foi a coisa mais certa que já fizemos. - Afirmou - Me da arrepios tão bons e suaves ao me lembrar de como era… Sempre a noite, vinha ao meu quarto e dividiamos a cama, como agora. A senhorita sempre se aninhava em mim devido ao meu tamanho e eu sempre sentia meu coração explodir no peito. Ah, como eu queria dizer que estava apaixonada naquela época!

- Deveria!

- E se dissesse? Como seria? Como reagiria? Hoje eu posso confessar tudo que sinto sem ressalvas… Mas, naquele tempo, por Deus, éramos duas jovens garotas descobrindo o mundo e o que era sentir qualquer coisa… Rodeadas de pessoas que impunham outra natureza contrária a nossa como universal. Certamente teria se apavorado e me evitado. Afinal, o físico é muito mais fácil de tolerar que o emocional. Poderíamos culpar a luxúria e seguir nos enganando e enganando os outros… Porém, o sentimento… Ele é etéreo, não palpável. É verdadeiro. Não teria nenhuma justificativa para isso.

- Tem razão. - Concordou - Enquanto tudo parecia uma brincadeira, era fácil de digerir e negar, se fosse preciso, mas… Se realmente soubesse que não era, a coisa seria mais séria e não tínhamos o suporte necessário para aceitarmos o que éramos… Pobres garotas…

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- Por isso foquei em apenas lhe fazer sentir o físico, mesmo que não admitíssemos nada… - Passou o braço pelo ombro da mais jovem - Mas, que todas as vezes em que me pedia para amarrar ou desamarrar seu espartilho, vê-la se banhar ou qualquer coisa assim me deixava acesa, não posso negar, pois aí sim estaria negando uma verdade.

- Não era a única - Piscava lentamente - Houve uma noite… - Catra começou, um pouco acanhada e atraindo o olhar interessado da mais velha - Em que a vi…

- Me viu…? - Ergueu a sobrancelha.

- Esquece. - Tentou desconversar.

- Nada disso. Agora que começou, termine. - Focou dentro dos olhos bicolores - Espere aí! - Abriu um sorriso - Não é o que estou pensando que seria, é?

- Não pense nenhuma bobagem! Eu só… Entrei no seu quarto na hora errada e estava no banheiro e… - Se acelerava na voz - Meu Deus, me sinto tão envergonhada admitindo isso! Não sou mais uma garotinha ingênua, então, por que minhas bochechas queimam e meu peito se acelera?

- Hey, Hey, Hey! - Segurou as mãos da mais nova, atraindo o olhar dela com confiança - Acalme-se! Não há nada de errado em estar acanhada. É adorável. - Beijou rapidamente os lábios bonitos, no quarto bem iluminado que vez ou outra rangia pelo veículo em movimento nas ondas - Eu estava me tocando? - Questionou um tanto quanto sedutora, ainda que gentil e segura de si, vendo a mulher apenas acenar positivamente - Ah, não era incomum!

- Adora! - Chocou-se - Que inapropriada!

- O que foi? Eu tinha necessidades femininas urgentes que não poderiam ser adiadas e se meu corpo exige e existe, então, por que não usufruir do mesmo?! - Gargalhou.

- É, um ótimo ponto aqui. - Desconfiada, encarava o próprio colo - Talvez eu tenha feito isso também… Certamente, menos que você e muito menos habilidosa ou… - Mordeu os lábios, extremamente acanhada - Enfim, eu tinha receio de estar fazendo algo muito ruim. Nunca lhe ocorreu que talvez estivesse cometendo algum pecado ou coisa do tipo?

- Eu cresci com dois homens horríveis. - Sorriu lateralmente - Tinha noção do que era errado ou não e assim como roubava comida na dispensa sem ser pega, lia livros de ciências na parte inacessada da biblioteca e tinha ciência de muitas coisas das quais garotas, ainda mais as de minha idade naquela época, nem sequer deveria saber. Mas graças a isso, eu não me culpava de nada. Apenas… De usá-la como incentivo nesses momentos sem que soubesse.

- Sempre um passo à minha frente. - Riu - Minha nossa, é impossível não cair por você. É tão livre e inteligente, Adora. Sempre autoconsciente e muito confiante. Por isso era invejada por tantas meninas.

- Elas invejavam você. - Proferiu tranquila.

- A mim?! E por quê?!

- Todas queriam minha atenção, amizade, status, e posso jurar que até algo mais, em alguns casos. - Voltava no passado, com um riso no rosto - Tudo muito discreto, é claro. Mas era nítido que eu somente tinha olhos para você. Só queria saber de Catherine Applesauce e nada mais. - Beijou a testa da morena e a abraçou - Sempre enxerguei seu valor. Com esses olhos fascinantes… Impossível que eu estivesse errada em me encantar por você.

- Eu te amo. - Sussurrou com o olhar fixo nos azuis da loira.

- Também amo você, minha gatinha.

E não demorou para que todo o arsenal ao qual Adora exigiu que a morena tomasse, fizesse efeito, trazendo sonolência e, eventualmente, desacordando a Applesauce. Acariciando os cabelos macios enquanto a mulher repousava tranquila em seu peito, a mais velha tentava adormecer, focada no vácuo e se recordando de todos os eventos citados por si e sua esposa naquela noite serena de outono.

Assim como era outono de 1865. O vento gelado que traria o inverno em menos de dois meses começava a aparecer sorrateiro, passando pela janela aberta naquele fim de tarde e o sol, que não esquentava quase nada, igualmente tocava a pele pálida de Adora Grayskull. Olhava a paisagem, pensativa. Estava acabando o seu tempo ali naquele quarto que há algum tempo chamava de seu, desde que Glimmer precisou ser removida para um mais próximo à diretoria por sua saúde instável e por lá optou ficar… Bem, quase totalmente seu.

- Entre. - Ouviu batidas na porta e já sabia de quem se tratava.

- Estou atrapalhando? - A morena adentrava, com o uniforme mais longo e de cores sóbrias, os cabelos amarrados em dois cachos dos lados que prendiam uma parte do restante atrás da cabeça com uma fita vermelha.

- Ah, não… Eu estava apenas… - Analisava a morena - Divagando. Nada de mais.

Catra sentou-se na cama que costumava dividir com a amiga e suspirou profundamente, focando no chão de carpete lilás e dourado. A loira seguia apoiada na janela, porém, se virando em sua direção.

- Como foi? Nas provas finais, eu digo.

- Bem, graças a você. - Sorriu, agradecida - Sabe, Adora… Se hoje me tornei uma dama respeitável, devo essa à sua pessoa.

- À mim? - Com um riso arfado, a loira mordia o lábio inferior - Só… A ajudei a perceber que aqui, Catra querida, não vale a pena lutar contra a corrente. Não precisa aceitar todas as regras, mas… Rosnar e chutar não ajuda ninguém em nada na sociedade. - Torceu o rosto comicamente - Quase nunca, entretanto, pode conter exceções em que uma abordagem mais… Selvagem, seja apropriada.

- Hahahaha! - Sacudia a cabeça de um lado a outro - Você não presta, sabia?

Andando lentamente até a mais risonha, como uma cobra, ao chegar no ponto correto, a loira avançou fazendo cócegas na jovem morena que caiu deitada com o peso da mais alta sobre si. Por um tempo, apenas gargalhavam, até Adora segurar os braços da morena acima da cabeça e a encarar intensamente.

- O que foi? - Ofegante, a sardenta respirava, sentindo o espartilho a apertar o tórax.

- Fica tão linda quando sorri verdadeiramente… - Se Catherine soubesse identificar e acreditasse em seus sentimentos naquela época, certamente notaria que Adora estava apaixonada por si bem ali - E sinto que somente eu ando a lhe causar esse efeito…

- E é. - Revelou, um pouco apreensiva, tensionando o corpo e chamando a atenção do olhar sagaz de Adora sutilmente, ao ponto de não perceber que tinha o feito - Digo… É a única que quis ser minha amiga de fato e a única que tenho em consideração… Mesmo que se papai soubesse, mataria nós duas.

- Acho essa rivalidade uma tolice sem motivos. - Foi direta, abaixando para mais perto da sardenta, delicadamente deslizando suas mãos, até uma apoiar ao lado da cabeça da morena e outra lhe acariciar o rosto gentilmente - Eu nunca seria sua inimiga ou lhe faria mal, Catherine. É a coisa mais rara e preciosa que já vi.

- Nem eu. - Quase num sussurro, a mais nova disse, respirando entre os lábios, que umedeceu após engolir seco devido a sensação em ter aquele amontoado de roupas sobre si.

- Minha bela, bela Catherine… - Adora disse tranquila perto dos ouvidos da Applesauce, percebendo seus poros se eriçarem e não era pelo frio que começava a fazer - Em um mundo no qual eu fosse a rainha, você e eu estaríamos longe de tudo isso… Felizes. Livres.

- Sonha muito alto, Adora. - Riu desconcertada - Infelizmente somos mulheres… O que nos é permitido além de sermos adornadas por coisas chamativas, normas idiotas e… Alvos ou incubadoras humanas para o bebê de algum homem idiota? Infortunadamente, não nos resta muito e é revoltante sim, entretanto, não tem o que possamos fazer senão comprar essa ideia, pois nenhuma outra é tolerável.

Próxima o bastante para sentir a quente respiração arfada lhe tocar o rosto, assim como a sua fazia com a outra, Adora não cortava o contato visual, desejosa para com os lábios bem feitos.

- Ah, pois eu estava pensando… - Soltava, com a mente entorpecida - Muitas… Coisas.

- E…?

- Me deu vontade de beijá-la… Como toda vez que a vejo simplesmente… Existir. Lábios tão bonitos, pele tão macia… - Deslizava os dedos pela boca entreaberta.

Catherine corou, pois sabia que Adora era afiada em suas falas, não deixando a desejar ali. Por um lado, sentia que estavam cometendo um crime, por outro, queria apenas desfrutar da sensação e foi nessa última opção que se aprofundou. A loira lhe hipnotizou até que estivesse com a boca em sua própria, gentil e calma de início, não tardando a se aprofundar, bem como a respiração de ambas, o aquecimento nas mãos se elevando e essas passeando livremente pelo corpo coberto da Applesauce. Catra era tímida em relação à Adora que sentia alguma coisa em si acender naquele momento, incendiando a mais nova. Era fogo no querosene.

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- Adora…! - Disse a Applesauce aflita - Vamos com calma! O que está fazendo?

- Algo de errado? - Ofegava, com os lábios vermelhos.

- Não podemos esquecer do jantar novamente! - Lembrou, um pouco apreensiva - E… Acho bom pararmos! Precisamos de um banho antes de irmos comer…

A contragosto e com uma paciência grande, a mais velha assentiu, um pouco frustrada. Fazia um par de tempos desde que mantinham beijos como aqueles e sentia que precisava de mais. Amava sentir os lábios de Catra nos seus, mas ainda queria mais. E dentro do banheiro de seu quarto, a loira após se despir completamente e encher a banheira, entrava no objeto de madeira avermelhada e sentia a temperatura da água recém posta na pele branca. Relaxou os ombros e fechou os olhos, molhando os cabelos dourados e suspirando. Estava com todo o corpo tenso e agitado. O motivo já sabia porquê e por isso, deslizou as mãos pelo corpo pálido, parando em sua intimidade, tratando-a da forma que a melhor satisfazia.

Mordia o lábio na esperança de abafar os sons que insistiam em querer deixá-los, como o nome daquela que lhe entorpecia as ideias, igual a quem usava ópio. E estaria tudo segredado se, pela fresta da porta, uma morena acidentalmente não tivesse visto coisa demais.

Mesmo que somente enxergasse os ombros largos de Adora, brilhantes pela água e sabão e os cabelos loiros fora da borda pendentes no ar a gotejar, havia entendido depois de alguns segundos o que se passava. E por um motivo ao qual não sabia ainda qual, estava com um incômodo a lhe repuxar o baixo ventre ao ouvir o som reprimido da loira e, julgando estar pecando contra Adora por lhe espionar, saiu o mais rápido que podia do lugar, entrando no seu próprio quarto e se encarando no espelho. O rosto enrubescido e peito ofegante eram apenas parte do grupo, em que, ao erguer suas anáguas e crinolina, sentia algo a incomodar. Quis repetir o que Adora fazia. Porém, não o fez. Apenas retirou suas roupas e correu para o banheiro. Um banho de água gelada ajudaria. Mesmo que fosse muito aprazível passar o sabão por toda a sua pele recordando do que acontecia no quarto à frente.

[...]

Não disse nada sobre seu flagrante, tampouco sobre como ficou depois do que viu para Adora. Se o fizesse, teria que contar tudo e estava absolutamente envergonhada. E tudo parecia seguir bem pelos dias que passavam-se e, logo seria o baile.

E assim ele chegou, estavam todas as jovens muito ansiosas e apreensivas por aquele momento onde, além de estarem à concluir seus estudos e esbanjar o status perante a sociedade por serem mulheres e saberem ler, o que não era comum, teriam também a oportunidade de laçar alguém. E todas pareciam com esse pensamento, exceto Adora Grayskull e consequentemente, Catra Applesauce.

Enquanto dançavam no salão, Catra sentia um olhar penetrante em si, quase como uma guarda espiritual, cruzando o foco com a dona dele vez ou outra, que dançava com qualquer garoto pela conveniência de assim, chegar próxima à si no lugar. E houve um momento que entendeu o que a loira dizia apenas a lhe mirar daquela forma.

Quando a loira saiu sutilmente do salão, foi seguida por sua amiga, que logo depois a encontrou, correndo para uma das torres afastadas, por Deus, desejando fazer sabe-se lá o quê.

- Adora! - Gritou - Hey, Adora! Aonde pensa que vai!? Pare aí! Como consegue correr com esse vestido?! É atleta por acaso?!

- Se acha que consegue me acompanhar, venha comigo! - Já afastada, a voz quase não era audível.

E assim que a acompanhou, tinha subido lances e mais lances de escadas em espiral, até uma sala nunca antes explorada. Era similar a uma pequena biblioteca, com um telescópio apontado para o céu, um teto de vidro estilizado ao qual podia ver o manto noturno estrelado e límpido, assim como vários livros, um tapete como o que havia em toda a escola, uma lareira, mesa de madeira e um sofá. Estava impressionada.

- Wow. - Rodava ao redor do lugar - Onde estamos?

- Um cantinho secreto. - Sorriu, com um pé no beiral da janela, mirando o que tinha lá embaixo - Bem vinda ao meu antigo refúgio e de Glimmer. Costumávamos ler aqui fora de hora… Antes dela adoecer.

- Meu Deus. - Segurou o riso maravilhado.

- Venha cá. - Chamou com calma - Venha ver as estrelas comigo. - Notando o receio da morena a cada passo lento, deu espaço para que essa passasse em sua frente, admirando o céu - Aqui. - Apontou para onde deveria olhar - Isso… Daí se posicione assim… - Guiava a mais nova, tocando em sua cintura firme pelo espartilho.

- Assim? - Apontava o objeto.

- Exatamente. - Disse neutra, sentindo o comichão nos dedos devido a proximidade e posição em que estavam - Gosta do que vê?

- Oh, Adora! - Estupefata, a sardenta olhava pela lente do objeto astronômico, vendo os astros brilhantes - Gosto muito e obrigada! Que lindas… E faiscantes!

E um silêncio se fez, cativando a atenção da morena que se virava lentamente, focando na loira que, de costas para si, passava a mão nostálgica pela beirada das prateleiras e estantes do local, como se quisesse recordar bem do que ficaria ali.

- Muitas vezes que sumi estava aqui pensando. - A loira começou - Pensando em várias coisas, mas, principalmente, Catherine… - Pausou.

- O que? - Se aproximou.

- … Em como o céu é lindo olhando desse ponto. - Desconversou e apontou para o teto vítreo, com trilhões de pontos a piscarem prateados no véu negro da noite. Queria dizer o que sentia, no entanto, não conseguia.

- Oh… - Olhou para cima, andando para próximo da Grayskull - Tem toda razão.

- … Também penso sobre nós. - Decidiu dizer - Em como sou feliz em ter a senhorita e em como é improvável, mesmo assim, existente. E eu temo… Temo que meus dias em sua agradável presença estejam se acabando.

- Não diga isso, Adora! - Ralhou - Não irá se acabar, nós somos melhores amigas! Eu… Eu realmente gosto muito de ter a sua amizade e…

- Gosta de ser minha amiga? - A loira questionava mais para si do que para a garota de vestido bonito e vermelho - Apenas?

- Como mais seria? - Inocentemente, a mais jovem respondeu com outra indagação, que, sem que soubesse, acabou por abalar toda a coragem que a loira reunia em si, a vendo sorrir sem a menor graça, mais parecendo um pouco desesperada que alegre de fato.

- Ah, claro! Claro que sim… - Sorriu amarelo - Que idiotice a minha! Somos boas amigas… Jamais poderíamos deixar de ser… Qualquer coisa, fora isso…

- Adora, está tudo bem? - A sardenta se preocupava - Me parece um pouco alterada… Não bebeu nada estranho, bebeu?

"Seria mais fácil se tivesse…", pensou a loira ferida internamente.

- Talvez eu esteja com um pouco de receio que se torne cada vez mais complicado de nos vermos sem que… Nossas famílias saibam.

- Não podem saber! - Afirmou a morena prontamente, atraindo um olhar receoso da loira sobre como a mais nova tinha esse pavor em si - Imagine só!

- Pois então. - Concordou. Tinha a coragem necessária para abandonar qualquer coisa por Catherine, caso essa lhe mostrasse reciprocidade no que tinham, no entanto, a mais velha não havia sentido firmeza nas palavras de Catra ao tentar expor seus sentimentos. A morena queria viver para sempre nas sombras. Talvez nem fosse como si e tudo não passasse de uma diversão momentânea, como supostamente haveria de ser.

- Acho que irei me casar em breve. - Catra disse após um tempo em mudez absoluta - Alguns pretendentes fizeram suas apostas e, um dos que papai negociou me pareceu decente.

Adora enrijeceu todo seu corpo, com o espartilho parecendo pequeno demais para si e lhe dando falta de ar.

- Decente?

- Sim… Ele é bem rico, vai salvar nossas dívidas e pareceu ser um homem bom e também é bem apresentável. Dizem que ele está em grande disputa ultimamente pela idade e benefícios que oferece.

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Adora estava tonta. Não queria mais ouvir sobre aquilo, mas sua amada parecia tão feliz ao falar sobre, que não teve coragem de interrompê-la.

- Se tudo der certo… Em três meses serei a nova senhora Worthington. - Pareceu minimamente esperançosa.

- Que ótimo! - Disse fracamente, tentando disfarçar o que sentia - Fico feliz que… Que tenha escolhido um pretendente que… Que vai salvar a sua vida, ou coisa assim. É raro que goste de algum homem… Esse cavalheiro deve ser mesmo um tipo único.

- Todos me parecem asquerosos, mas esse… Sinto que ele será especial. Não sinto nada fora isso, mesmo assim, de qualquer forma… Ainda é um pressentimento. Apenas… Não sei nada sobre ser uma esposa ou mãe… Eu nunca pensei nisso. Não até essa parte.

- Bem, não será difícil de aprender, isso eu lhe garanto. - Brincou, tentando dissipar a tempestade que visava formar-se em sua mente - Hey… - Chamou suave, apanhando a mão delicada de Catra e a trazendo para perto de si - Mesmo quando se casar, quando eu não parecer mais do que uma memória… - Os olhos azuis estavam cintilando, como os lábios avermelhados e as bochechas rosadas - Diga que se lembrará de mim, Catherine. Mesmo que apenas em seus sonhos mais insanos…

- Adora, está me assustando. - Um pouco atônita e desconcertada, a mais baixa disse, sentindo a mão macia da loira em seu rosto.

- Apenas diga, por favor. Se sinceramente acredita que se lembrará bem de mim, de nós, do que vivemos aqui e mesmo que as coisas se tornem loucas, não irá me esquecer.

- Mas é claro que não irei esquecê-la! Eu devo minha vida à você! - Respondeu indignada - Por Deus! Que conversa é essa?! Até parece que algo terrível vai acontecer e nunca mais vamos nos ver novamente! - Sorriu - Não tem como obliterá-la de minha mente, todinha.

E Adora roubou um beijo de Catra, sentindo o coração bater sem parar como um martelo, movida apenas por sentimentos além de seu domínio. Foi retribuída na mesma intensidade em que acertava a mais baixa, e à medida que passava naquele contato, mais queria. E somado ao pressentimento que tinha, Adora sabia que seria agora ou nunca o momento. Se afastou para tomar ar e encostou a testa na de sua semelhante, com ambas as mãos a segurarem nas de Catra pelo ar.

- Adora…

- Catherine. - Chamou mais firme e repentinamente - Eu tenho uma coisa que queria lhe pedir. Uma última brincadeira.

- … Sim?

O olhar azulado era intenso e autoexplicativo, como aquele que havia dado à amiga no salão de baile, ainda que este fosse um tanto mais sério. As mãos de Adora estavam a tremer e a morena conseguiu compreender o que a loira que sempre dizia tudo não conseguia falar. E por mais que em seu coração sentisse que Adora a amava, sua mente a deixava afastada desse pensamento. Era algo sem futuro e errado. Era apenas uma brincadeira, apenas isso. Era o que repetia várias vezes para seu juízo.

- Tudo bem. - Acenou positivamente.

E um sorriso se acendeu no rosto da loira, que a abraçou, beijando-lhe todo o rosto e inalando seu perfume suave na curva do pescoço, bem como fazia a morena. O cheiro insistente de geleia estava ali, em algum lugar. Ou talvez fosse somente sua memória afetiva da mulher alva que estava lhe arrebatando desde que a tinha conhecido.

Com delicadeza, a loira voltou a beijar a mais baixa, com os dígitos a lhe desabotoar o vestido, assim como retiravam as jóias de ambas e botavam na pequena mesinha redonda. Foi empurrando com cuidado a mais nova, até que essa se sentasse no sofá macio. Se ajoelhou no chão, ergueu a grande quantidade de saias e achou o pé, onde retirou os sapatos, deslizando as mãos cautelosamente pelas pernas bonitas, até acima dos joelhos, onde terminava a meia branca fina, que foi retirada, membro por membro. Os olhos azuis estavam animados e o sorriso gentil enfeitava a face bela da Grayskull, que deu um pequeno selar nas pernas lisas da mais jovem, experimentando a sensação de fazê-lo pela primeira vez.

Retirou então vestido superior, restando as anáguas e o espartilho, onde desamarrou os tecidos brancos pomposos, jogando por ali, assim como a crinolina indo ao chão, e sorriu genuinamente para Catra que igualmente lhe abria o vestido, desamarrava as anáguas e a armação redonda de linho fazia companhia à sua debaixo de seus pés. Catherine soltou o grampo que prendia o penteado da loira, com os cabelos loiros a caírem pelos ombros, a seduzindo totalmente, assim como seus cachos à Grayskull.

- Vamos mesmo fazer isso? - A morena questionou uma última vez.

- Está pensando em desistir? É agora ou não poderá parar depois. - Sorriu.

E a resposta foi um beijo curto e desesperado que desceu para o pescoço da loira, e para a clavícula, ombros, parando no decote, onde a morena se constrangeu um pouco. Adora sem parar de encará-la um momento, com aquele sorriso convencido em seus lábios, desatou o nó da fita branca de cetim que prendia a peça modeladora ao corpo da mais baixa, com uma maestria grande demais, o que fez Catra pensar se seria o dela o primeiro espartilho que Adora desatava, realmente.

E a virou de costas para si, repetindo o processo na parte de trás, enquanto beijava e mordiscava o ombro salpicado por pintinhas marrons, bem como a pele bronzeada cheirosa. E sussurrou calmamente aos pés dos ouvidos de Catra, após lhe capturar com os dentes suavemente o lóbulo:

- Eu sempre quis fazer isso, Catherine.

- Desamarrar meu espartilho? - Brincou - Mas, já o amarrou tantas vezes!

- Hahaha… É. - Devolveu em mesmo tom, jogando a peça dura para qualquer lugar, deslizando as mãos da cintura para os seios pequenos ainda ocultos pela chemise de algodão macia, colando-a em seu corpo e aproveitando a sensação em satisfazer sua vontade, bem como se deleitou com o som que a morena produziu ao sentir o aperto ávido.

- Oh, parece que alguém gostou disso. - Comentou com um tom divertido.

- Cala a boca, Adora! - Ralhou Catra - Ah! - Sentiu a loira lhe lamber o pescoço e nuca, ainda a segurando. Parecia que estava derretendo.

Então, Catra tomou um rumo inesperado pela loira, virando-se e selando seus lábios, ao tempo que retirava o espartilho de Adora da forma mais atrapalhada que podia, pouco se importando, desde que fosse ligeira, e a empurrou para o sofá macio, sentando em seu colo, com as mãos firmes da loira a lhe segurarem cada uma das coxas, levantando a longa e última peça de algodão fina com cuidado, até que Adora retirasse tudo pelo topo de sua cabeça, com o olhar apaixonado e admirado para cada centímetro daquele corpo moreno ao qual sempre teve somente prévias de como poderia ser, finalmente tendo o privilégio de tocar, sentir e ver, de fato, como era a natureza pura de Catherine Applesauce. Tentava decorar cada pedacinho, deslizava as mãos pela pele bronzeada, causando arrepios naquela que recebia o contato, salivando pelas reações…

Aproximou-se do seio exposto e o abocanhou, sentindo Catherine se remexer, com o ar a escapar pela boca, um pouco contida. Então, dá cintura, suas mãos foram para as nádegas macias da amada, lhe segurando fortemente, enquanto seguia a lhe brincar com as mamas que se despertavam ao contato.

- Meu Deus… - Soltou, tampando a própria boca, corada.

- Hey, não tenha vergonha! Estamos somente nós aqui… - Puxou a garota para si - E ninguém nunca visita esse lugar, exceto eu e Glimmer… E ela não virá. - Riu maliciosa - Não se contenha. Faça o que seu corpo a pedir que faça. Ele é um mecanismo inteligente e a natureza dos seus instintos farão o que precisa ser feito.

Com um contato mais profundo, Adora deitou Catra no estofado confortável, se encaixando acima de si e lhe descendo com selares menores, até que parou na barriga, dobrando ambas as pernas da Applesauce, sentindo o cheiro de sua pele, beijando até que estivesse frente a frente com o seu objetivo bem exibido. Respirou fundo e sorriu um pouco pervertida para Catherine, que devolveu, um tanto avermelhada e sôfrega.

Adora não perdeu tempo e levou seus dígitos espertos até a intimidade de Catra, sentindo como estava molhada e extasiada, a medida em que a loira desvendada seus mistérios e a ouvia relaxar, bem como liberar seus sons mais aprazíveis. Tentava dar o seu melhor com empenho e percebia que era tudo tão similar a si e, ao mesmo tempo, não se parecia em nada. Se adaptava de acordo com a companheira e, somente tocá-la com os dedos não pareceu ser suficiente para si. Quis levar sua boca ao campo de batalha e, pelo som gutural que a morena deixou preso em sua garganta ao brincar com a língua sentindo seu sabor único, havia acertado na escolha do soldado.

- Está tudo bem, gatinha? - Os olhos azuis atenciosos focaram nos bicolores em transe.

- Sim… - Quase deixou morrer o som em sua voz quebradiça - Me dê… - Tentou dizer, desviando o olhar para o lado - Tudo que souber e tiver… Não pare.

E Adora acenou com um riso animado, novamente deslizando pela morena, excitada com as peles a se acariciarem, lhe beijando com empenho, ao passo de que sua mão voltava para o vale de Catra e seguia com seus movimentos variados, comumente circulares, até que julgou estar lubrificada o bastante para esgueirar um dedo para dentro da mais nova gentilmente, a sentindo tensionar completamente e cravar as unhas em suas costas, como uma gata.

- Urgh…! - Rosnou - Hey, Hey… A machuquei? - Se preocupou, parando e buscando o olhar multicolorido que se fechava nas pálpebras fortemente.

- Não sei… - Foi sincera - Só preciso me acostumar…

- Já, já se sentirá muito melhor, minha querida… - Beijou a testa suada e sorriu ao ter o corpo menor a se remexer preguiçosamente em seus dedos, tornando a mexer-se também.

Assim seguiram, até Adora inserir mais um dígito e ouvir um grunhido em protesto e pouco depois clamores por mais, fundidos a palavras em francês as quais sequer sabia o significado, o que lhe fez rir divertida em meio ao deleite, enquanto acompanhava a sardenta que derretia como chocolate para si.

- Adora! - Chamou com desespero - Tem alguma coisa de… Ah!

(Video) Tanita Tikaram - Twist In My Sobriety (Official Video)

- O que foi?

- Eu me sinto… Estranha!

- Estranha como?

- Eu não sei… Mas isso é bom! Não pare! Ahhh!

E assim a mais velha seguiu seu trabalho, levando Catra a curvar sua coluna, torcer os dedos e enrijecer cada fibra que tinha, chegando ao primeiro ápice real de sua vida, fazendo Adora lhe sentir tremer e desmanchar-se na habilidade de seus dedos, lhe abraçando com violência, enquanto arfavam cansadas e suadas. Permaneceram da mesma forma, até a morena afagar os fios loiros e sentir o cheiro de Adora a lhe nublar a mente, o coração como uma bala em seu peito a fazendo pensar e querer dizer coisas das quais não poderia, impressionada com o que seu corpo era capaz de fazer nas mãos corretas.

Já Adora, se recuperava e colocava rapidamente a perna de Catra entre as suas, que nada entendeu, apenas observou e a viu iniciando uma sequência de ficções prazerosas que lhe fazia igualmente se umedecer como a Applesauce tinha e atingir o seu apogeu pouco depois, encharcando a coxa morena com o produto de sua satisfação primorosa, os cabelos loiros longos caindo pelo rosto e a face alva completamente tornando-se vermelha, ao passo que o ar lhe fugia os lábios bonitos e os olhos intensos miravam de pupilas dilatadas os bicolores da sardenta. Catherine estava petrificada com aquela imagem, pois Adora parecia um pouco fora de si e, portanto, muito instigante e assustadora. Mais beijos fogosos foram trocados, carícias carinhosas e lascivas distribuídas entre ambas em cada canto daquela torre e, no fim, quando não havia mais energia de nenhuma das partes, apenas se abraçaram por um tempo, com a morena a vagar pelas estrelas acima delas, bem como a lua. Se sentia tão absurdamente bem naquele momento. Não queria que ele acabasse.

Mesmo que sua mente gritasse, em algum lugar onde o juízo estava trancafiado, que estava pecando em ter se entregado para alguém antes que se casasse, indo contra as leis de Deus e, ainda mais com uma mulher. Sua amiga. Sua rival. Mas, que fosse, pensava seu coração. Amava Adora Grayskull e, aquele era o melhor presente que poderia ganhar da loira. Sua confiança. E percebeu que, mesmo que se casasse com um homem. Jamais teria a mesma emoção que estar com uma mulher, com Adora. E aquilo a deixou encucada. Seria o demônio da luxúria lhe atazanando?

- Feliz aniversário, Catherine. - Sussurrou a mais velha, se erguendo um pouco e retirando os fios de cabelos castanhos da face que se secava - Está bem?

- Obrigada e… Sim, estou! - Sorriu incerta - Estou feliz. Você é tão… Quente. Tão… - Segurava o rosto da mulher entre as mãos - Linda e gentil.

- Que bom. Meu medo maior é que não estivesse bem. - Sorriu, beijando a bochecha da aniversariante sutilmente - Já passa da meia noite. Temos que voltar antes que pensem que fomos sequestradas por algum ladrão… Por mais que me recuse a querer sair daqui.

- Ou que fugimos.

- Da na mesma para essa gente. - Riu - Hoje é o dia mais feliz da minha vida. Não quero que ele acabe mal.

- Por que?

- Realizei um sonho. Trazê-la aqui e… - Arfou - Mostrá-la o céu. Termos nos deitado não fazia parte do plano, mas… Era um pensamento. Não aceitaria que minha primeira vez intimamente com alguém fosse com qualquer outra pessoa, senão a sua.

E o coração de Catherine falhou uma batida, pois era exatamente por aquele motivo ao qual tinha se entregado. E apesar do medo, não se arrependia. Ter sentido aquele par de mãos em seu corpo e aquele calor em seu peito havia sido a melhor sensação que já tinha sentido na vida, até o momento. E mais tarde, descobriria que se manteria com o mesmo pensamento.

- Eu… - Catra ameaçou dizer, parando ao perder a confiança frágil que possuía em seus sentimentos - Obrigada.

- O prazer foi meu. - Beijou os nós dos dedos da mão fina e pequena, com carinho - Nosso, para ser mais específica.

E sorriram, com a mão quente de Catherine a alisar a pele macia da face de Adora, suas costas e cabelos, afinal, ela era tão linda que era impossível apenas ignorá-la. Não queria que aquele momento passasse, mas era preciso o retorno.

Com tremenda má vontade, se vestiram novamente um tanto desgrenhadas, levando de herança algumas marcas, por mais que tivessem se ajeitado à escondê-las, saíram do lugar, vendo o céu estrelado sob o teto de vidro uma última vez.

E como Adora esperava, sua felicidade não durou. Pouco depois, duas semanas talvez mais ou menos, após o acontecido agradável que lhe tinha confirmado ser uma mulher aficionada por outras mulheres definitivamente, sofria o pior golpe de todos, parte essa que preferia se abster em lembrar, pois nunca havia chorado tanto quanto o dia em que o pai a obrigou trair a confiança de sua amada Catra e se acabou ainda mais na última vez que a viu, o olhar magoado e ferido em seu rosto a assombrou por anos. E continuaria a assombrar, pois, Catherine triste era o trauma que não conseguia se livrar.

Mas não naquele momento, quando preocupada, não podia dormir e sentia o corpo ser abraçado por sua amada, que suava como uma chaleira e a chamava, aparentemente em delírio pela febre em que estava. Se levantou o mais rápido que pôde e se desesperou. A coisa que mais temia naquele momento era que qualquer coisa ocorre e com sua esposa. Não era justo. Estavam bem e próximas de seu retorno. Catherine não merecia sofrer de forma alguma, ainda que fosse daquela forma. Já tinha passado por muita coisa.

- Eu estou aqui, meu amor. Não irei te abandonar, shiiii… Calma. Vou trazer algo para que abaixe a febre, sim? - Ameaçou se levantar.

- Não me deixe sozinha! - O pedido da mulher fervente era sôfrego, fazendo com que a loira lhe enrolasse em uma coberta e levasse consigo para a cozinha do navio, para lhe preparasse algo.

- Você é uma boa mãe. - Ainda um pouco bamba, a morena disse à loira - Tão atenciosa e atenta…

[...]

Finalmente a viagem estava no fim, haviam passado por lugares lindos, conhecido pessoas incríveis e até comprado briga em alguns outros, sinal de que tudo estava indo conforme o esperado. A ansiedade em tocar terra firme fazia com que Catra subisse em qualquer ponto alto do convés com a luneta em mãos e Adora, do topo do mastro, a via com cabelos e vestido ao vento, animada. Havia se recuperado de uma pneumonia forte adquirida em viagem, a qual Adora rezou todos os dias pela saúde da amada esposa e, vê-lá bem, a deixava completamente feliz. No fundo, Adora temia que Catra tivesse recaídas, como uma vez ocorreu no passado em que pensou em tirar a própria vida. Faria tudo para que não acontecesse. Afinal, era por sua culpa a depressão que Catherine uma vez passou e que chocou sua saúde, ainda que não propositadamente.

Encarava a aliança em seu dedo anelar. Tinha apresentado a ideia para a esposa em Janeiro, quando havia feito aniversário e, mesmo com o frio na barriga com as possibilidades em gerar um caos, a morena aceitou usar o item consigo, inspirada por sua coragem a ser corajosa também. Estava mais segura em relação ao que tinham se comparado a quando partiram. E encarariam comentários maldosos de cabeça erguida. Não estavam cometendo crime algum. Não havia a necessidade de panfletarem aos quatro ventos a natureza de seus afetos, mesmo assim, se questionadas, não tinham obrigação em negar ou se amedrontarem.

E no Porto, uma carruagem as aguardava. Adentraram o veículo e não demorou mais que uma hora até a mansão que havia se tornado morada para o casal jovem, cujo casamento ia de vento em popa. Já na porta aguardando a mãe e sogra, estava Flora em uma cadeira de balanço, com a mão a acariciar a barriga redonda e, quando notou que a mulher chegava, quis correr até a mesma, mas não o fez pelo abdômen pesado e indisposição de uma jovem mãe em desenvolvimento.

- Meu amor! - Correu Catra até a filha, a abraçado com ternura - Estive com tantas saudades de ti, minha menina e… - Abaixou até a barriga, beijando sobre o vestido esvoaçante e de cor lilás com cuidado - E também senti sua falta, bebê! A vovó mal pode esperar para conhecer você!

- AS vovós, Senhora. - Adora corrigiu, com um tom falso de superioridade - Agora, deixe-me dar um abraço na minha norinha e no nosso netinho! Como vai, Flora, querida?

- Bem! - Sentiu-se esmagada por ambas as mulheres - E, Santo Deus! Ainda brigam por bobagens?

- O tempo todo. - Disseram em uníssono, arrancando um riso incrédulo da garota de cabelos castanhos avermelhados.

- Já que é assim… Vamos entrar, o inverno está no fim, mas ainda está frio! E já já Adam virá. Pedirei algum criado que corra até lá e o avise da chegada das senhoras.

E ao ter a presença do filho, Adora o abraçou como se fosse uma criança, o fazendo um questionário sobre os cuidados que deveria ter com o bebê e a esposa, orgulhosa pelo jovem saber de todos e auxiliar a amada. Na mesa de jantar, Adora devorava tudo como um kraken e, só arrancava risos de todos os presentes com sua perca momentânea de modos. Usava uma calça colada em tons de marrom e uma camisa branca bufante dentro da mesma, com um laço no cabelo amarrado em rabo de cavalo. O broche que Catherine havia lhe dado estava a enfeitar-lhe o colarinho e a morena tinha um vestido mais fino em largura, ainda que bem aquecido. Os cabelos em um coque no topo da cabeça lhe dava um ar elegante e bonito somado às pérolas compradas na viagem por Adora que lhe rondavam o pescoço e orelhas.

- Pelo que disseram nas cartas, os negócios foram promissores. - Adam comentou, com a mãe bebendo vinho e lhe acenando.

- No fim, jurava que seria eu a grande encantadora de investidores, mas aqueles abutres se interessaram mais pela minha esposa. - Encarou a morena sardenta com um sorriso divertido - Foi fácil fechar os negócios. Mais até do que esperava.

- Isso é verdade. - Catra confirmou - Todavia, quando Adora começava a palestrar sobre a arte de empreitar, não havia outra. Era apenas ela e os demais aceitavam seus argumentos plausíveis e incisivos. - Sacudiu a cabeça - Uns até se sentiram livres demais e fizeram as suas apostas para ver quem conquistava a Capitã Grayskull para tomar um brandy.

- Um belo tempo perdido. - Bebeu mais vinho - Enquanto um homem me falava como eu era linda, possivelmente interessado em me passar para trás, eu olhava a vitrine de jóias na praia para comprar pérolas para minha linda esposa.

- Fico feliz que estejam tão bem e que a viagem deu certo para todos. Fiquei muito preocupada com vocês e… Desde o adoecimento de mamãe… Ansiava por notícias e pelo retorno.

- Adora cuidou muito bem de mim, Flora. - Pegou na mão da amada sob a mesa, com amor - Sempre cuida, aliás. - Encarou os olhos azuis da mais velha - Com esses olhos oceânicos, é impossível não ver o céu refletindo aqui, como em uma carta marítima.

(Video) Heart - These Dreams

E ao perceberem os anéis das mulheres, bem como as pulseiras, o casal se alegrou intensamente. Estavam mesmo comprometidas e amando sem medo, o que deixava o coração de ambos acalentado.

Applesauces e Grayskulls nunca estiveram tão em paz quanto estavam naquele momento. Não era como o acordo de "paz" que seus pais tinham no passado, no qual visavam apenas lucros e reputação perante a alta sociedade elitizada. Era uma união baseada em amor, respeito e admiração, desde o princípio. E a criança no ventre de Flora seria o primeiro Grayskull nascido de uma Applesauce em toda a história, o que fazia Adora e Catra o amarem e ansiavam ensandecidos pelo neto ou neta. Talvez os dois, se Deus permitisse.

E o jovem casal estava realizado pelo filho ou filha, que teria duas avós amáveis e protetoras, contrastando com ambos, que não tiveram uma segunda mãe para visitar ou comer biscoitos enquanto ouviam histórias em suas infâncias.

FAQs

Who is Taylor Swift referring to in Wildest Dreams? ›

Who is Taylor Swift's song Wildest Dreams about? Though it has been rumoured that the song was about Harry Styles, instead it is about a person who is begging their lover to remember them despite them coming to the end of their relationship.

Who did Taylor wrote Wildest Dreams about? ›

Wildest Dreams

What is the meaning behind Wildest Dreams? ›

phrase. If you say that you could not imagine a particular thing in your wildest dreams, you are emphasizing that you think it is extremely strange or unlikely. [emphasis]

Why are there two versions of Wildest Dreams? ›

A re-recorded version of "Wildest Dreams", titled "Wildest Dreams (Taylor's Version)", was released by Swift on September 17, 2021, via Republic Records. It was a surprise release, and a part of the re-recorded music from Swift following the dispute over the ownership of the masters of her older discography.

Who did Taylor Swift date at 19? ›

John Mayer (2009 - 2010)

In "Dear John," Swift points to a couple's age gap, which matches up with their relationship: She was 19 when she dated Mayer, who was 32.

When did Harry Styles and Taylor Swift date? ›

While their romance was shortlived—spanning from October 2012 to January 2013—we remember it all too well, thanks to the infamous pictures from the first public outing, and, of course, all of the bops by their brief relationship.

What is Harry Styles song about Taylor? ›

"Two Ghosts"

While Harry hasn't released as many songs allegedly inspired by his romance with Taylor, this track off his 2017 self-titled debut solo album is the most clear reference to it and is basically a counter-argument to "Style." Just read this lyrics: "Same lips red, same eyes blue.

Did Harry ever write a song about Taylor? ›

As it turns out, Harry didn't have any time when it came to any romantic speculation about the track. He jokingly replied, "Here we go." When pressed by the host if the song was really about Taylor, Harry immediately shut down the idea. "You're reading too much into it," he responded.

What song did Ed Sheeran wrote about Taylor? ›

1 hit “Little Things” in 2012, two songs for longtime friend Taylor Swift and even a track off BTS' sixth EP Map of the Soul: Persona.

Is Wildest Dreams a wedding song? ›

For the Classic Bride: Wildest Dreams - Duomo

It is beautifully compiled and makes for the perfect wedding song as you walk down the aisle to celebrate new beginnings with your partner. Want to make your entrance even more special?

Who first said I am my ancestors Wildest Dreams? ›

"I am my ancestors' wildest dreams."

From the best I can tell, this statement originated with Brandan Odums, a visual artist, activist, and filmmaker from New Orleans. The statement originated in his artwork and can now be found on t-shirts and prints, which you can purchase here.

Are we our ancestors Wildest Dreams? ›

We Are Not Our Ancestors' Wildest Dreams. We are our Ancestors. by LaToya Baldwin Clark | Medium.

What's the difference between Taylor's version and the original Wildest Dreams? ›

The most obvious difference in this version is Swift's voice. She's obviously grown more vocally throughout the years, and her matured voice pairs with the crisper, arguably shinier and bolder instrumentals that the re-recording provides.

Why did Taylor Swift recreate Wildest Dreams? ›

Swift said the song's re-recording and subsequent release was inspired by its popularity on TikTok, saying on Twitter, “saw you guys got Wildest Dreams trending on tiktok, thought you should have my version."

Why did Taylor Swift write Wildest Dreams? ›

“I'm writing about looking back on a relationship and feeling a sense of pride even though it didn't work out. And I think there's actually a bit of a realism to my new approach to relationships, which is a little more fatalistic than anything I used to think about them.”

What was Taylor Swift's longest relationship? ›

That isn't the case for Swift and Alwyn, who have chosen to keep their relationship out of the limelight and just for them. The couple has been together for almost half a decade after first being linked in 2016, making it Swift's longest relationship yet.

At what age did Taylor get her first kiss? ›

She might be dating Tom Hiddleston but Swift's first kiss was with her first boyfriend at the age of 15. She told Tiger Beat: 'I was one of the last of my friends to ever kiss a guy. It wasn't a bad kiss.

What is Harry Styles longest relationship? ›

Harry didn't dump Olivia, or vice versa,” another source told the outlet. “This is the longest relationship Harry's ever had, so clearly they have a special bond.”

How long did Harry Styles date Kendall Jenner? ›

When did Harry Styles and Kendall Jenner date? Harry and Kendall were romantically linked multiple times between 2013 and 2019 and had an 'on and off' relationship. They first dated for a couple of months from the end of 2013 into the beginning of the following year but the romance didn't last.

Who dated Harry Styles when he was 17? ›

2011: Caroline Flack

Styles was romantically linked to the late Caroline Flack back in 2011 when he was just 17 years old and she was already in her 30s. Styles met the “X Factor” presenter when he competed on the show along with the other members of One Direction.

Does Taylor still talk to Harry? ›

Nearly a decade later, the duo sweetly reunited at the 2021 Grammy Awards, where Swift won album of the year for her eighth studio album Folklore, while Styles took home his first-ever Grammy for best pop solo performance for his Fine Line hit, “Watermelon Sugar.” In a viral video that circulated the Internet, the two ...

Are Taylor Swift and Harry Styles still friends? ›

Harry Styles and Taylor Swift at The Grammys 2021

After both scooping an award that evening, the two were caught in conversation for a few minutes and fans were happy to see there was no bad blood between the two pop stars!

What happened between Tom Hiddleston and Taylor? ›

However, Taylor wasn't happy with Tom's desire to make their relationship so public and they ended up breaking up in August 2016. A source told Us Weekly: "She was the one to put the brakes on the relationship. Tom wanted the relationship to be more public than she was comfortable with.

Did Harry cheat on Taylor? ›

But things took a turn for the worse soon into his trip. The insider explained: 'Taylor had all these texts from Harry begging for a chance to explain and telling her not to believe everything she reads. 'She immediately Googled Harry and found all the stories and pictures of him kissing Emma. She was heartbroken.

How old was Harry Styles when he dated Taylor Swift? ›

Harry and Taylor dated for over a year, when he was 18 and she was 22.

What is Taylor Swift's favorite song that she has written? ›

Taylor Swift Says This 'Midnights' Track Is One of Her 'Favorite Songs' She's Ever Written.

What is Taylor Swift's favorite song of her own? ›

Taylor Swift reveals 'Midnights' track is one of her own 'favourite songs'

How long was Taylor Swift friends with Ed Sheeran? ›

Taylor Swift and Ed Sheeran first became close in 2012, after he learned that the songstress penned his lyrics on her arm during an Australian show (as you do). The "Lego House" singer had a quick meeting with Swift's manager in Nashville later that year, which ultimately brought the two future friends together.

What is the #1 wedding song? ›

The number one pick and best wedding song: the romantic ballad "All of Me" by John Legend, which is an example of great songs to walk down the aisle to or marriage songs for playing throughout the celebration.

Who said Bury me in the ocean with my ancestors? ›

“Just bury me in the ocean with my ancestors that jumped from the ships because they knew death was better than bondage.” – Erik Killmonger.

What is a line of ancestors? ›

lineage 1. / (ˈlɪnɪɪdʒ) / noun. direct descent from an ancestor, esp a line of descendants from one ancestor.

Were rich beyond our Wildest Dreams meaning? ›

(I'm rich) beyond my wildest dreams: (I'm richer) than I ever could have imagined or hoped.

Can DNA tell me my ancestors? ›

Examination of DNA variations can provide clues about where a person's ancestors might have come from and about relationships between families. Certain patterns of genetic variation are often shared among people of particular backgrounds.

What does the Bible say about believing in ancestors? ›

The Bible expressly forbids any practices which have a remote connection with any form of idolatry. Ancestor worship which has the notion of divine appellation intrinsic to it is therefore clearly forbidden by the Scriptures.

Do all humans share the same ancestors? ›

Basic math tells us that all humans share ancestors, but it's amazing how recently those shared ancestors lived. Thanks to genetic data in the 21st century, scientists are discovering that we really are all descended from one mother.

Why do Taylor's songs say Taylor's version? ›

So whenever you see an album with Taylor's Version in parenthesis next to the name, know that Taylor Swift owns it! Out of the six albums that are unowned by Taylor Swift, 2 have been rerecorded and released so far.

Why did Taylor make Taylor's versions? ›

Swift is re-recording her earlier albums because this will allow her to own their masters — that is, the songs' original recordings. Owning her masters means Swift can control the way those particular versions of the songs are used, like granting permission for the music to appear in advertising.

Who was Wildest Dreams based on? ›

"The video is based on classic Hollywood romances like Elizabeth Taylor and Richard Burton, as well as classic movies like The African Queen, Out of Africa, and The English Patient, to name a few."

What Taylor Swift song was written about Harry Styles? ›

In an interview in 2015, Swift addressed the turbulence of her relationship with Styles when discussing the inspiration of “Out of the Woods.” “The number one feeling I felt in the whole relationship was anxiety,” she said. “Because it felt very fragile, it felt very tentative.

Who is the girl in your Wildest Dreams? ›

The actress in the video is Janet Spencer-Turner. In flashback scenes, the young Moody Blues are represented in the video by the British band Mood Six. The video was recognized as the "best overall video" at the Billboard Video Music Conference held in Los Angeles in November 1986.

Are Taylor and Drake a thing? ›

She also sang about the rapper in I Forgot That You Existed, saying: "In my feelings more than Drake, so yeah..." While fans have theorised about Taylor and Drake's relationship, it is believed that they are not dating and have not ever dated and have been just good friends over that time.

Who did Harry Styles date after Taylor Swift? ›

Harry Styles famously dated stars like Taylor Swift and Kendall Jenner before he was most recently linked to Olivia Wilde for nearly two years.

Did Harry Styles get a tattoo for Taylor Swift? ›

The One Direction singer was joined by his new girlfriend Taylor Swift when he went under the needle in Los Angeles. Witnesses said that Harry spent four hours getting the ship scribbled on his skin before his new lady arrived later. Look how happy he is!

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1. Wildest Dreams - Taylor (História do Wattpad)
(Hellen Araujo)
2. Dire Straits - Walk Of Life
(Dire Straits)
3. The Moody Blues - I Know You're Out There Somewhere
(The Moody Blues)
4. Coldplay - Charlie Brown (Official Video)
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Author: Jamar Nader

Last Updated: 01/11/2023

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